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Sujeito ou objeto?
Muito se tem falado nos círculos acadêmicos sobre a nossa postura em relação ao rumo da nossa sociedade e a sobre a participação efetiva do cidadão na construção da sua história. Sociólogos, educadores e cientistas políticos afirmam que há cidadãos que são sujeitos de sua história, e por isso atuam diretamente nas transformações da sociedade ao seu redor, tornando-se agentes ativos na construção das mudanças necessárias para o bem estar da humanidade. Há outros, que por outro lado, tornam-se objetos na sua própria história, sendo constantemente levados pelas ações de terceiros, não se preocupando em exercer qualquer influência sobre o contexto aonde se encontra inserido. Sua atitude é de passividade e muitas vezes de indiferença, aparecendo, no cenário da história, quando muito, como um ator coadjuvante ou mesmo como um simples elemento de figuração...
Tal realidade ocorre também no contexto da nossa jornada cristã. Há irmãos que assumem a postura de sujeitos e por isso se lançam à obra do Senhor com tal dedicação e empenho, que tornam-se marcantes e até inesquecíveis, para as gerações futuras, passando um legado de obras e realizações importantes. Outros, por sua vez, assumem a postura de objetos, vivendo na mais absoluta passividade, sempre recebendo os benefícios gerados pela ação de terceiros, nada fazendo para o desenvolvimento de uma fé criativa que venha a produzir uma história de realizações e conquistas no Reino de Deus. Vivem passivamente e jamais tomam qualquer iniciativa para o desenvolvimento de sua própria espiritualidade ou da igreja onde estão filiados.
No quadro acima descrito, como você se enxerga: Você é sujeito ou objeto de sua história e de sua caminhada cristã?
Tenha um mês cheio de realizações!
Família de Deus...
No começo do ano muitos viajam de férias, outros visitam parentes em sítios, fazendas e em povoados nos arredores da cidade. A igreja sente a falta de muitos amados irmãos que deixam, temporariamente, um grande vazio na comunidade...
Esse sentimento de ausência, de vazio, de falta, é uma prova inequívoca de que, como numa família de sangue, aonde cada componente ocupa um espaço importante em nossa vida, deixando saudades e fazendo falta enquanto está distante, assim também acontece na igreja. Sentimos falta e até saudades daqueles amados que pela saudável convivência que desfrutamos no convívio da igreja, deixam um tremendo vazio em nosso coração quando se distanciam por um breve período de férias.
Esse fato nos chama atenção para duas verdades importantes: Primeira: A igreja é, de fato, uma família, cujos membros passam a ser verdadeiros irmãos, desfrutando de uma relação baseada no amor e no compartilhamento dos propósitos, da fé e das experiências. Segunda: Apesar das nossas diferenças, não conseguimos mais viver distantes uns dos outros, pois somos dependentes do nosso irmão para o desenvolvimento saudável da nossa fé e para o nosso aperfeiçoamento como verdadeiros discípulos do Senhor Jesus.
Pensando nessas duas verdades, concluo que aquela tendência carnal que muitas vezes bate à nossa porta, de vivermos de forma egoística, e centralizados em nós mesmos, rejeitando os irmãos que pensam diferente de nós, convencendo-nos de que não dá para ter comunhão com certas pessoas, pois elas são difíceis, é uma postura anti-cristã e muito perigosa, que pode levar-nos à ruína espiritual, fazendo de nós pessoas amargas e nos afastando de pessoas que apesar dos defeitos, tem muito a nos ensinar e podem contribuir para nossa edificação.
Afinal, se já fomos lavados pelo sangue de Cristo, podemos até ficar magoados ou entristecidos temporariamente com algum irmão, mas lá no fundo sentimos mesmo é falta da comunhão, do convívio e do compartilhamento das lutas da fé que nos é comum! Pois como está escrito: Oh! quão bom e agradável é, viverem unidos os irmãos! (sl.133:1), não tenho vergonha de afirmar que sinto saudade de cada um dos meus irmãos e que a ausência do convívio da igreja deixa um tremendo vazio no meu coração.
Por isso quero aproveitar o meu retorno das férias para declarar a cada membro e a cada congregado dessa amada igreja que desejo profundamente desfrutar de uma genuína comunhão com vocês e que espero ser correspondido nesse propósito.
Que Deus nos conceda um mês abençoado e que tenhamos a capacidade de viver a verdadeira comunhão no dia-a-dia de nossa igreja!
“Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Ef. 2:19).
Encarando as oposições!
Nada mais gostoso do que nadar na direção da correnteza, embalado por ventos favoráveis, deslizando pelas ondas que conduzem ao porto seguro e sentindo que os nossos pés já tocam a terra firme, território de certeza e segurança sem fim! Não há obstáculos, nem oposição de qualquer espécie. Tudo flui mansamente como as águas de um córrego ligeiro.
Na nossa jornada cristã, vivenciamos momentos em que tudo evolui nessa direção, como se tudo conspirasse para o sucesso, levando-nos a realizar coisas grandes, atingir metas jamais sonhadas e desbravar territórios desconhecidos. Nos sentimos seguros e pisamos firmes, uma trilha cercada por aplausos e palavras de incentivo, que faz o nosso coração se encher de paz e de disposição para alçar vôos ainda mais ousados e atingirmos metas muito mais elevadas. Quando experimentamos esses momentos, somos imbatíveis e sentimos que o sucesso é apenas uma questão de tempo...
Mas ser levado por ventos favoráveis e prosperar em nossa jornada, é apenas uma face da vida cristã. Quem caminha na fé, sabe que mais dia menos dia, os ventos mudam, o mar se encrespa e a oposição aparece. Não há porque se iludir, alimentando a falsa idéia de que as coisas vão sempre fluir como um rio caudaloso e que seguiremos nosso caminho sem que a oposição e os opositores se manifestem. Eles aparecerão! Apareceram para os homens de Deus do passado, para os profetas e apóstolos e até mesmo para o mestre Jesus, e, certamente, aparecerão também para nós. Não sejamos ingênuos!
Estamos iniciando um novo ano e sem sombra de dúvidas, nele alcançaremos grandiosas realizações e teremos sucesso em todos os setores de nossa vida. Contudo, não podemos nos enganar, acreditando que seremos isentos de obstáculos e oposições. Precisamos estar preparados, buscando força em Deus e na sua Palavra, certos de que a existência de adversários, inimigos e obstáculos, não diminuirá o êxito da nossa trajetória no ano que se inicia.
Que neste ano, Deus lhe fortaleça e lhe conceda a vitória mesmo em face das oposições da jornada!
Meu compromisso pessoal com missões para o novo ano
Nossa igreja é parceira dos seguintes missionários: Ailton em Curaçá, Ulisses em Salvador, Felipe na Congregação da Maringá, Rotenildo em Piripiri, Deison em BH, e agora, também de Roberto em Barreiras.
Durante 365 dias do ano tive a oportunidade de orar, ofertar, conversar, mandar um e-mail, ou mesmo telefonar ou enviar um torpedo para esses amados que se encontram lá na frente de batalha do campo missionário. Mas, analisando friamente nesse inicio de ano, quantas vezes orei, ofertei, conversei, mandei um e-mail, fiz uma ligação, ou enviei um torpedo para eles?... E olha que alguns deles passaram várias vezes bem diante dos meus olhos aqui mesmo em nossa igreja. Bem que eu poderia tê-los levado para minha casa e oferecido um jantar bem saboroso p/ eles. Ou quem sabe, demonstrado o meu apreço através de um singelo presente, ou me oferecendo para ajudá-lo num final de semana no campo missionário onde trabalham.
A verdade é que meu compromisso com missões tem sido tão fraco! Senhor, tenha misericórdia de mim, pois faço tantas promessas no dia da Conferência Missionária e daí a alguns dias já abandono tudo. Até meu envelope da Oferta Missionária de Fé ficou esquecido num canto qualquer e o valor que prometi entregar está sendo utilizado com coca-cola, pastel, e outras coisas supérfluas. Senhor, que vergonha...!
Que Deus me ajude a melhorar meu compromisso pessoal com missões nesse novo ano, investindo mais esforço e dedicação àqueles que deixaram tudo e entregaram sua vida à gloriosa tarefa de evangelizar as nações.
Seguindo adiante…
É muito comum, a essa altura do ano, fazermos avaliações e balanços sobre a nossa vida, ficando, em muitos casos, frustrados com o nosso desempenho e até desmotivados, adotando a partir daí, uma postura derrotista que pode acarretar um pessimismo tão grande, ao ponto de estragar qualquer perspectiva de sucesso para o ano que se aproxima. É verdade que as coisas não foram fáceis, que tivemos incontáveis percalços, que em alguns momentos sofremos tristeza e até perdemos a esperança de melhoras.
Apesar de tudo isso, aqui estamos nós! Chegamos a dezembro, e, daqui a pouco, receberemos das mãos divinas, um ano novinho em folha, cheio de boas perspectivas e carregado de esperanças renovadas! Não podemos anular o que fizemos de reprovável durante este ano que se encerra, mas podemos fazer os ajustes necessários para evitá-los de agora por diante, colocando os olhos no futuro e afirmando intimamente que os próximos dias serão melhores, afinal, apesar dos pesares, precisamos seguir adiante...
Seguir adiante, é o que nos ensina com o seu exemplo de vida, o sábio e experimentado apóstolo que escreveu aos filipenses: “...mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo...”(Fp.3:13,14). Não há porque ficar se lamentando ou adotar uma atitude de murmuração. É preciso seguir adiante com a perspectiva de que lá na próxima curva da vida, o Senhor já preparou algo de extraordinário para nós e que seremos muito mais realizados amanhã do que já somos hoje. Olhar para trás não acrescentará absolutamente nada de positivo em nossa caminhada(lembre-se da mulher de Ló), e ainda atrasará a nossa marcha rumo à conquista dos nossos sonhos. É preciso andar, prosseguir, marchar, seguir adiante, buscar os nossos objetivos!
Seguir adiante, pois lá no horizonte há um prêmio valioso preparado pelo nosso Criador, mas que só poderá ser desfrutado por aqueles que entenderem que a caminhada é feita de alegrias e tristezas, conquistas e perdas, bonança e tempestade. É impossível queimar etapas, pular tarefas como numa brincadeira de criança, pois cada parte do caminho, seja ele plano ou acidentado, serve como lição a ser agregada à nossa experiência de vida, e, certamente, contribuirá para o nosso crescimento pessoal e para a edificação daqueles que estiverem à nossa volta.
Que nesse último mês do ano, você seja grato a Deus por ter chegado até aqui, e que aprenda com o apóstolo Paulo que precisa deixar as experiências difíceis do passado e seguir adiante, com os olhos cheios de otimismo e esperança de que em breve, acertará o alvo!
Feliz Natal e um próspero ano novo!
Faça grandes coisas para Deus e espere grandes coisas de Deus
Foi William Carey, o pai das missões modernas, o sapateiro-missionário que falava cerca de 8 idiomas, que cunhou essa afirmativa nas páginas da história. A partir de então, tem sido repetida e recitada ao redor do mundo...
Uma leitura descontextualizada pode levar o leitor a imaginar que o missionário inglês era defensor de uma relação com Deus baseada na barganha e na troca de favores, onde as nossas ações de obediência a Deus e em favor do seu reino, funcionam apenas como uma moeda de troca, tendo como objetivo a obtenção das grandes bênçãos de Deus em nosso favor. Essa tem sido a postura de muitos cristãos dos dias atuais, que se lançam em campanhas mirabolantes envolvendo sacrifícios, desafios, ofertas, correntes, e uma série de compromissos religiosos no intuito de alcançarem uma graça na vida amorosa, financeira ou espiritual. Embalados por tal visão, muitos fazem ofertas vultuosas, realizam longos jejuns, fazem peregrinações atrás de pregadores carismáticos, fazem os mais estranhos votos religiosos, tudo na expectativa de “amolecer o coração de Deus” e obterem as bênçãos desejadas...
A própria história de vida de Carey testifica que não era isso que ele tinha em mente, pois toda a sua trajetória revela um caráter abnegado, através do qual, venceu todas as impossibilidades de um pobre sapateiro do interior da Inglaterra, tornando-se um dos mais bem preparados missionários de toda a história da igreja. Autodidata, aprendeu Grego,Latim, Hebraico, Italiano, Sânscrito, francês, alemão, e um punhado de outras línguas. Apreciava Geografia e manifestava interesse pelas culturas de outras nações, ao ponto de ter confeccionado com suas próprias mãos, um mapa-mundi de couro. Enquanto consertava sapatos, orava pelas nações que contemplava naquele mapa que, ficava pendurado diante dos seus olhos na humilde oficina em que trabalhava. Foi a partir daí, que Deus confirmou o seu chamado e o encaminhou para a Índia, onde realizou,no meio de muito sofrimento, uma obra brilhante, traduzindo a Bíblia para cerca de 12 línguas, implantando escolas, e contribuindo para o fim de costumes diabólicos, como o ritual “Sati”, que consistia na queima das viúvas vivas junto ao caixão de seus maridos mortos...
Quando Carey disse Faça grandes coisas para Deus e espere grandes coisas de Deus ele não queria dizer que você deveria esperar grandes coisas de Deus para si mesmo, mas para a obra que você estava realizando para Ele. Assim, toda obra GRANDE para Deus pode esperar a confirmação GRANDE de Deus! Não ficará sem resultados!
Faça grandes coisas para Deus e espere o agir sobrenatural de Deus maximizando toda a sua dedicação e transformando sua semeadura numa grande colheita. Faça o seu melhor dentro do chamado que o Senhor lhe deu e pode ter certeza que Ele confirmará, e ainda aumentará, de forma extraordinária, os resultados dos seus esforços humanos.
Que Deus nos abençoe!
Onde foi parar o evangelismo?
Participamos, no último final de semana(29/09 a 02/10), do 4º ENOMI (Encontro Nordestino de Missões), nas proximidades de Natal, RN. O tema foi: “Este é o tempo: Levantai-vos”!
A reflexão que mais chamou a minha atenção foi a de que a maioria das igrejas tanto da Aliança como da União, precisam voltar a colocar mais ênfase na obra do evangelismo. Sim, porque apesar do pioneirismo Congregacional que nos é comum, contabilizamos um crescimento numérico irrisório, levando em consideração o longo tempo decorrido.
Pensando nisso, comecei a me perguntar: Aonde foi parar o evangelismo que havia na agenda da maioria das nossas igrejas? Sim, porque no extenso calendário de nossas igrejas, há espaço de sobra para quase todos os “propósitos debaixo do sol”, menos para o evangelismo. Já vai longe, o tempo em que os irmãos se reuniam sábado ou domingo à tarde para evangelizar nas praças, ruas, hospitais ou presídios. A juventude, a União feminina e até os varões, planejavam campanhas criativas para alcançar os perdidos e todos voltavam cheios de entusiasmo com os frutos conquistados... Não havia calor, ou frio, que intimidasse a ação evangelizadora da igreja que, a pé, em lombo de animal, ou mesmo de caminhão, se lançava com ardor aos “campos brancos para a ceifa”. Tempos bons, em que os irmãos convidavam os amigos para a igreja e, durante o culto, oravam incessantemente para que na hora marcada, eles atendessem ao apelo vindo do alto de um púlpito criativo e cheio de autoridade do Espírito Santo. Há espaço para tudo nos cultos dos nossos dias: Político pedindo voto para, caso eleito, ajudar na reforma do templo; homenagens, com ares de idolatria a esse, ou aquele figurão da igreja que muito ajudou na implantação do trabalho; espaço para desafinados cantarem músicas sem pé nem cabeça e que no fim, não tem mensagem nenhuma; coreografias descontextualizadas com a realidade da igreja e da ocasião, que apenas fomentam rivalidade entre os adolescentes e produzem aplausos que não são para Jesus, e massageiam o ego. Para completar, ainda gasta-se o tempo dos departamentos da igreja, realizando visitas somente aos crentes,e fazendo passeios em que o interesse está apenas na diversão e nos comes e bebes. Isso, sem falar nos shows gospel e louvorzões, que pouco tem de diferente dos eventos mundanos. Por fim, muitos alegam que não devolvem o dízimo porque os eventos da igreja consomem todo o recurso das famílias...
Onde foi parar o evangelismo, diante de tantas distrações religiosas que foram acrescentadas à vida da igreja? Como pode sobrar tempo para o evangelismo se o ativismo criado pela própria igreja, absorve toda a força e recursos da comunidade? Para piorar, atividades de consagração como o jejum, as vigílias de oração, os estudos bíblicos e as campanhas de oração, são negligenciados, e, quando acontecem, atraem apenas uns poucos “gatos pingados” que podem ser contados nos dedos das mãos...
Volto desse Enomi, com a sensação de que precisamos nos arrepender e devolver ao evangelismo o lugar de honra estabelecido pelo Senhor Jesus e seus apóstolos na agenda da igreja. Caso contrário, pouco adianta realizar congressos, conferências e cultos missionários. As nossas igrejas continuarão marcando passo, e o crescimento será apenas um sonho distante de uns poucos visionários!
Que Deus tenha misericórdia de nós!!!
A escola do deserto
Deus treina seus líderes mais importantes na escola do deserto. Moisés, Elias e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. (...) Destacaremos, aqu
i, três verdades importantes:
1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos - Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração. No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar. No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus. Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.
2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão – Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos. Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria. Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão. Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.
3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra – Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo. Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida. Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus. Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo. Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra. Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra. Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento. O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!
Rev. Hernandes Dias Lopes
“Não sejais como o cavalo ou a mula…” Salmo 32:8-9
Pode parecer uma comparação infeliz, mas é exatamente dessa maneira que homens e mulheres se comportam, em determinadas situações da vida. Seguem, obstinadamente, em rota de colisão com a instrução do Senhor, ignorando todos os sábios conselhos emitidos pela Palavra de Deus e agindo com total indiferença aos apelos da sensatez e da coerência cristã. Só obedecem à força dos “cabrestos” e “freios”, instrumentos que são próprios aos irracionais, seres desprovidos da bênção do bom senso e da sábia ponderação.
A terrível experiência que Davi vivenciou após o episódio do adultério com Bate-seba, deve tê-lo levado a refletir dessa maneira, comparando a trajetória do homem que deliberadamente resolve transgredir a lei de Deus, com a carreira de animais irracionais, que só podem ser contidos pelo uso da força e da severa punição. Isso porque, quando entramos na rota do pecado, agimos dessa maneira. Somos alertados pelo Espírito Santo, ouvimos pregações que questionam a nossa postura, recebemos conselhos de irmãos que se preocupam conosco, mas ignoramos a tudo e a todos, e, então, descambamos ladeira abaixo, sendo freados somente depois de termos chafurdado bastante na lama do fracasso.
A grande lição que Davi nos oferece com essa reflexão, é a necessidade de sermos mais flexíveis, de mantermos nossos ouvidos atentos à instrução, de acatarmos os conselhos que recebemos na caminhada. Observe o versículo 8: “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho em que deves seguir; e sob as minhas vistas, te darei conselho”. Em outras palavras, quando aceitamos a instrução da Palavra e acolhemos o conselho do Senhor, evitamos a ladeira da teimosia e da obstinação e assim ficamos livres dos “freios” e “cabrestos” usados pelos animais de carga citados no versículo 9.
Meus irmãos, se desejamos evitar a descida ao fundo do poço, precisamos ouvir a instrução do Senhor e os seus sábios conselhos, e mudarmos, o quanto antes, a direção que estamos seguindo desenfreadamente, caso contrário, podemos ser surpreendidos pelos “freios” e “cabrestos” da disciplina do Senhor, que muitas vezes deixam marcas indeléveis em nossa alma e até em nosso corpo(Sl.32:3-4)...
Tenham um mês abençoado!
Se alguém aspira o episcopado... (1ªTM.3:1-7)
O dicionário de Aurélio nos informa que o verbo aspirar pode significar: Desejar vivamente; pretender.
A frase em epígrafe, faz parte da passagem de 1ª Timóteo 3:1-13, em que o apóstolo Paulo trata dos requisitos para a indicação de oficiais Presbíteros e Diáconos, para a administração espiritual das igrejas recém-implantadas em suas viagens missionárias.
Gosto da maneira como o apóstolo aborda o tema, porque até aquele momento, a indicação de líderes espirituais tanto para a estrutura judaica de culto, como para a igreja do Senhor Jesus, havia ocorrido de modo bastante particular, no qual, uma linhagem especial era indicada para o serviço sagrado(como no caso do sacerdócio Arônico), ou o próprio Deus escolhia os seus servidores(como a escolha dos 12). Em nenhuma das situações fica claro se tal escolha era fruto da aspiração pessoal do indivíduo, ou se ele simplesmente submetia-se ao chamado, sentindo-se assim um afortunado por ter sido escolhido pela providência divina.
Já no texto em foco, Paulo nos coloca diante de uma mentalidade inovadora: A possibilidade do indivíduo aspirar, desejar vivamente, pretender, fazer parte da classe dirigente da igreja do Senhor Jesus. Observe que não se trata mais de apenas ser escolhido e depois sentir-se agradecido pela escolha, mas de desejar investir toda a sua vida em um oficio espiritual para o serviço do Reino de Deus. Parece que Paulo quer deixar claro que com o novo nascimento somos habilitados de novo, a desejar as coisas espirituais e cumprir os propósitos de Deus em nossa vida...
Dessa forma, não há nada de errado em alguém desejar ser um pastor, presbítero ou um diácono na igreja do Senhor Jesus, (desde que tenha passado pelo novo nascimento). É, sim, uma excelente escolha, segundo as palavras do próprio apóstolo. Ele diz: ”...se alguém aspira ao episcopado(condição de bispo), excelente obra almeja...”(1ªTm.3:1). É necessário apenas que aquele que nutre tal anseio no coração fique ciente da grandiosidade da missão e da tamanha responsabilidade que um passo como esse exige. São requisitos imprescindíveis para o fiel cumprimento da missão(1ª Tm.3:2-13).
Amado irmão, se você sente o profundo desejo de cumprir a tarefa de um presbítero, ou de um diácono, ou diaconisa em sua igreja, não fique envergonhado, achando que é falta de espiritualidade, desejar tal posição. Busque ao Senhor em oração e então manifeste a sua aspiração, pois, não há nada de errado em ser um voluntário para a obra do Senhor. Seja um aspirante ao serviço do Senhor!
PAM 2011 - Mais uma vitória da Associação Congregacional do Vale do São Francisco!
CURAÇÁ-BA (22 a 26 de junho de 2011)
Depois de todo o estresse dos preparativos, finalmente chegamos a Curaçá em dois ônibus, uma van e três carros de passeio. Foram 37 irmãos da 1ª IEC-Juazeiro, 22 da 2ª IEC, 07 da IEC-Ágape, 10 da 4ª IEC, 11 da IEC-Petrolina, 14 da IEC-Sento-sé, 02 da IEC-Miguel Calmon e 01 da IEC-Xique-Xique, totalizando 104 projetistas.
Após as instruções na base do projeto(Escola Prof. Ivo Braga) e muita oração, a passeata coloriu as ruas da cidade com centenas de irmãos marchando, cantando, fazendo coreografias, peças, e gritando a plenos pulmões que Jesus Cristo é o Senhor! As pessoas saiam às portas para acompanhar o lindo cortejo do povo de Deus que atravessou o principal bairro da cidade.
Na parte da tarde foi a vez do evangelismo de porta em porta. Duplas e trios formados por adolescentes, jovens, e até idosos, ostentando a camisa do PAM. Durante duas manhãs e três tardes visitaram todas as ruas do bairro Adolfo Viana e Curaçá 1. Foram 86 evangelistas que percorreram 44 ruas e 711 domicilios, falando do amor de Jesus a famílias inteiras. Nessa trajetória, 118 manifestaram o desejo de receber estudos bíblicos em suas casas e 64 fizeram sua decisão ao lado de Cristo, ali mesmo, na hora da visita. Enquanto as duplas avançavam pelas ruas, a equipe do Evangelismo infantil fazia a alegria da garotada na sede da Sociedade dos Vaqueiros. Foram 3 tardes de historinhas bíblicas, cânticos, danças, memorização de versículos, lanches e muita brincadeira sob a direção da Miss. Dene e do Palhaço Marrom(Deison). Mais de 300 crianças compareceram!
Nas três noites, a praça principal se enchia de brilho com a atenção voltada para as peças e danças dirigidas pelo grupo de Evangelismo criativo, que preparava o ambiente para a adoração, ministrada pelos cantores de nossas igrejas, e, para as maravilhosas pregações, conduzidas pelos nossos pastores. Até mesmo os bares, ao redor da praça, desligavam o som para darem lugar à Palavra de Deus. Ali na praça, mais 12 pessoas entregaram sua vida ao Senhor Jesus, totalizando em 76, o número de vidas ganhas durante o evento.
O trabalho de Ação social com cortes de cabelo, escovas, pranchas, atendimento médico e doação de cestas básicas, teve espaço durante o sábado e também na manhã de domingo. Foram 54 cortes femininos, 08 masculinos, 76 atendimentos de clínica geral, oftalmologia, aferição de pressão, testes de hanseníase e glicemia. Além disso, 113 cestas básicas foram doadas a famílias cadastradas pelas duplas de evangelistas.
No final do Projeto realizamos a ceia do Senhor com todos os projetistas e tivemos a feliz noticia de que o Miss. Ailton conseguiu alugar um salão para a realização dos cultos, pelo custo de 450,00. Desse valor, 50% já foi adotado por alguns irmãos e restam 50% para serem assumidos por aqueles a quem o Senhor tocar. Para completar a bênção, a Associação resolveu doar 30 cadeiras para o Campo. 16, através de uma oferta retirada ali mesmo e as outras, 14 com recursos do próprio caixa.
Louvado seja Deus pelo grandioso esforço da nossa Associação na consolidação de mais um Campo missionário que ajudará no cumprimento do alvo do Projeto Colheita da nossa amada UIECB.
PREPARE-SE, ANO QUE VEM TEM MAIS!
COORDENAÇÃO GERAL E PASTORES PRESENTES:
Pr. Washington Daniel(Presidente da Associação);
Pr. Joacil Cordeiro(Vice-presidente da Associação);
Pr. Adélio Jr.(Sec. de Missões);
Pr. Altemar Oliveira(Sec. de Ed. Religiosa e Publicações);
Pr. Antonio Germano(Sec. de Ed. Teológica);
Pr. Gerson Magno(IEC-Petrolina);
Pr. Aguinaldo(IEC-Miguel Calmon).
CONFIRA ALGUMAS IMAGENS DO PROJETO:
VAMOS AO PAM 2011!
Agora, estamos a um passo do maior evento de impacto missionário da nossa região, o PAM. Será de 22 a 26 deste mês na cidade de Curaçá/BA. Para aqueles que ainda não tiveram o privilégio de participar, o PAM é um instrumento de avanço missionário que serve de suporte a campos e missionários que, pela distância das demais igrejas, precisam enfrentar sozinhos as dificuldades de sua missão.
Os projetistas que participam do PAM atuam nas mais diversas áreas de serviço, podendo colaborar no evangelismo pessoal, evangelismo infantil, cozinha, segurança, evangelismo criativo, louvor, serviços gerais, ação social, oração, saúde, beleza, entre outras.
A rotina diária do projeto é mais ou menos a seguinte: Manhã: preparativos e ensaios para as atividades da noite. Tarde: evangelismo pessoal(de porta em porta), com todos os projetistas formando duplas ou trios de evangelistas. Noite: impacto evangelístico em praça pública. Um dos dias do evento é reservado para o trabalho social(bazar, consultas médicas, cestas básicas,etc)
E aí? Já decidiu aonde deseja se encaixar nessa grande obra de evangelização e amor ao próximo da nossa Associação?
Envolva-se! Participe! O nosso Mestre conta com você!
Avaliando o próprio crescimento
Com a exceção daqueles que experimentam um crescimento anormal, provocado, talvez por alguma enfermidade ou anomalia genética, a maioria das crianças não consegue discernir muito bem a evolução do próprio corpo, ficando muitas vezes embaraçadas quando um parente distante ou um amigo da família manifesta espanto com a estatura e as mudanças ocorridas com elas, em tão pouco tempo. Nem mesmo os pais, ou os irmãos que convivem diariamente com elas, percebem esse crescimento, são os outros, os de fora, que percebem primeiro as tais modificações provocadas pelo crescimento.
Em relação ao nosso crescimento espiritual acontece algo semelhante. Muitos irmãos ficam impacientes e desanimados afirmando que não percebem muita evolução em sua carreira espiritual, considerando-se verdadeiros fracassos na igreja e julgando inválido todo o tempo decorrido desde sua conversão até o presente momento. Pensam até mesmo em desistir por conta dessa sensação de imobilidade...
Não conseguimos discernir com muita exatidão a nossa própria evolução espiritual, e por isso precisamos de dois instrumentos que juntos formam o medidor ideal do nosso desenvolvimento espiritual. A igreja e a Palavra.
É no convívio da igreja que somos avaliados, testados e experimentados, recebendo os elogios e as críticas que a nossa postura produz, gerando um balanço que pode nos ajudar a ter um desempenho melhor na nossa carreira cristã. A Palavra, por sua vez, é o espelho(Tg.1:23,24), diante do qual somos confrontados com nossas deficiências e nossos avanços, gerando um diagnóstico infalível em relação ao nosso comportamento e às nossas ações em todos os setores da vida. Além disso, ela serve para corrigir e apontar o caminho certo pelo qual encontraremos o desenvolvimento necessário à nossa maturidade(2ªTm. 3:16,17).
Assim como aquela criança que está em processo de crescimento, mas não consegue aferir o quanto está crescendo, precisando ouvir de outros o quanto está evoluindo, assim é o crente em relação ao seu crescimento espiritual. Ele precisa ouvir da igreja como está o seu desenvolvimento na fé, e, muito mais, da Palavra, a fim de ter um diagnóstico acertado para o próprio desenvolvimento espiritual.
Por essa razão, ter um convívio freqüente à sua comunidade e desenvolver o bendito hábito de estudar a Palavra de Deus, são práticas imprescindíveis para o crente avaliar como anda o seu crescimento espiritual.
Você deseja descobrir como anda o nível do seu crescimento espiritual? Seja assíduo à sua igreja e leia diariamente a Palavra de Deus! Desta forma você poderá clamar: “Sonda-me ó Deus e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno(Sl.139:23,24).
Oficina do caráter

Se podemos chamar o lar de “oficina do caráter”, então, temos plena segurança para afirmar que os pais ou responsáveis são os “artesãos da personalidade” e do desenvolvimento dos indivíduos que formam a sociedade. Lamentavelmente temos atribuído aos governos e aos setores educacionais a responsabilidade de moldar o caráter e a personalidade dos nossos filhos. Até os acusamos de incompetentes, quando algum ato de delinqüência ou de criminalidade é praticado pela ação deliberada de jovens ou adolescentes que freqüentam normalmente o nosso sistema de ensino. Dizemos que o sistema falhou e que é necessário o uso de melhores políticas para a educação e para a formação da nossa juventude...
Não, eu não posso concordar com isso! A responsabilidade por forjar o caráter e a personalidade dos indivíduos não pode ser atribuída à escola, não pode ser dos governos, e, muito menos da igreja. A responsabilidade por implantar e consolidar os valores que haverão de permear a vida dos indivíduos que formarão a nossa sociedade, é primordialmente, dos pais, dentro do ambiente do lar.
É imprescindível que os homens e as mulheres do presente, comecem a entender que muito mais do que uma aventura romântica ou um conto de fadas em que tudo acontece como que por encanto, a geração e a criação de filhos envolvem a responsabilidade de educá-los e prepará-los para a vida, propiciando um ambiente de respeitabilidade, no qual, desde cedo eles aprendam que a vida em sociedade não é feita apenas de direitos, há os deveres. Não concede apenas privilégios, exige responsabilidades. E, por fim, impõe limitações que precisamos respeitar para que tenhamos equilíbrio em nossas relações...
Para tudo, exige-se curso e preparação adequada. Mas para casar, formar uma família e gerar filhos não existe restrição nenhuma. Basta querer e lá está uma nova unidade familiar formada, pronta para espalhar “problemas” de toda espécie que serão parcialmente resolvidos pelos conselhos tutelares, delegacias, varas de família, tribunais e presídios de segurança máxima.
Amados, o lar tem importância capital no ordenamento da vida em sociedade e por isso pode ser considerado, sem nenhuma sombra de dúvida, como uma “oficina do caráter”. Os pais são os artesãos que irão forjar, na bigorna da disciplina, e através do próprio exemplo, os futuros cidadão que irão compor a nossa sociedade, ajudando-a ou estragando-a, de acordo com o tipo de formação que oferecerem nesses lares. É um equívoco imaginar que a ruína da sociedade é fruto de más políticas educacionais ou do governo. É nossa culpa também. Que tipo de lar estamos construindo e que tipo de modelos estamos passando para os nossos filhos, futuros cidadãos dessa sociedade?
Que Deus nos ajude a fazermos de nossos lares excelentes “oficinas do caráter”!...
Provação e Sabedoria
A provação é o método que Deus usa para aprovar seus filhos. Nenhum cristão verdadeiro está livre da metodologia utilizada por Deus. Mas o que fazer diante da prova? Qual deve ser o comportamento do crente diante deste processo?
A carta de Tiago tem as respostas apropriadas às perguntas feitas acima. Vejamos, então, os conselhos de Tiago:
O verso 2 nos ensina algo importante sobre a provação, ele afirma que devemos nos alegrar com a provação. Isto não significa que não podemos nos entristecer, pelo contrário, apenas aponta para nossa confiança no alvo final de Deus, que é nossa aprovação. É óbvio que podemos gemer, pois Deus sabe que somos pó, mas o resultado final de tantas provações nos enche de alegria, pois sabemos que o fim desejado por Deus para nós está se cumprindo.
A provação tem caráter variado, é a ideia de multiforme, ou seja, várias formas de provações. Apesar desta variação de provas, nos tornamos sabedores de que estes eventos produzem perseverança (cf o verso 3). Esta é a palavra-chave deste bloco e dos seguintes. Perseverar é se manter firme quando tudo parece dar errado. Esta perseverança deve ter trabalho completo, deve nos tornar perfeitos, ou seja, completo em todas as partes, porções.
Mas o fato é que alguma parte pode faltar em nós. Aqui em Tiago o que falta é sabedoria. Tiago trata deste assunto até o verso 8. Este texto parece não ter conexão com os versículos anteriores. Contudo há ligação natural entre os versos anteriores e estes. A provação tem como alvo final nos tornar completos, sem falta em nenhuma parte. Contudo é comum nas provações agirmos sem sabedoria. Por esta razão é necessário que sejamos humildes e peçamos sabedoria a Deus. Os descrentes costumam agir por impulso nos momentos de dificuldades, também podemos agir assim. Mas o fato é que devemos ser completos em todas as dimensões da vida e sabedoria é uma parte extremamente necessária. Deus dá tal sabedoria sem lançar em rosto, não joga na cara; ele dá liberalmente.
Todavia, uma condição é estabelecida na hora de pedir a Deus sabedoria. Não devemos duvidar. Tiago utiliza duas figuras para ilustrar este problema. Primeiro tal homem é semelhante às ondas do mar. Não há local fixo para as ondas, a inconstância é a marca. Em segundo lugar, Tiago compara o crente duvidoso ao homem que tem duas almas. Tal homem não tem segurança nas suas decisões, ora ele é dirigido por uma alma, ora por outra. Tal homem nada recebe de Deus, pois é inconstante em todos os seus caminhos.
Este ensino inspirado tem muito a nos dizer. Na provação devemos nos alegrar e se algo nos faltar, sabedoria, por exemplo, devemos pedir a Deus sem duvidar. Deus vos abençoe.
Miss.Felipe Alves
Um modelo de liderança viável (parte 1)
Em Êxodo 18, encontramos uma das melhores lições de liderança que a Bíblia registra. Alí, através dos conselhos de Jetro, sogro de Moisés, podemos conhecer qual o modelo de liderança que é mais viável na condução do povo de Deus.
Na primeira parte da passagem, encontramos um modelo de liderança muito utilizado e visto ainda hoje em muitas igrejas de nossa denominação. É o modelo do “líder-faz-tudo”, aquele em que o líder é a pessoa mais capacitada da igreja, possui quase todos os dons espirituais, sabe tocar instrumentos musicais, prega como ninguém, participa das reuniões de todos os departamentos da igreja, é um excelente evangelista, visita hospitais, residências de irmãos e até a penitenciária, e ainda encontra tempo para ser o motorista da igreja nos finais de semana. É construtor, eletricista, encanador, sabe cozinhar e na hora do futebol ainda serve como juiz, e, se algum atleta faltar, é capaz de arriscar a posição de goleiro. Sem ele, a igreja fica paralisada e todos sempre o aguardam para dar a última palavra...
Um estilo de liderança desse tipo, a principio, pode parecer viável, e até espiritual, mas com o passar do tempo revelará perigos e ciladas de enormes proporções tanto para o líder, como para a própria comunidade:
* Favorece o personalismo, dando ao líder o status de imprescindível. Em outras palavras, “sem mim vocês não podem fazer nada”. (Ex. 18:13-16).
* Paralisa a comunidade, tornando os liderados uma massa inoperante e sem iniciativa e ainda inibe o surgimento de novos líderes, pois “se só ele sabe fazer, podemos descansar e ficar esperando as decisões...”(Ex.18:13,14).
* Envolve o líder numa esfera de “superespiritualidade”, tornando-o canal exclusivo da manifestação da vontade de Deus. Observe que a resposta de Moisés traz uma justificativa espiritual para a sua postura centralizadora. Muitos líderes de hoje disfarçam sua liderança centralizadora com argumentos semelhantes: “Deus fala comigo...” (Êx. 18:15)
* Gera sobrecarga para o líder, levando-o a um estresse desnecessário que poderá levá-lo a um colapso físico e emocional: ”Desfalecerás...” (Êx.18:18).
* Desgasta a figura do líder perante os liderados que mais cedo ou mais tarde se cansarão de uma presença tão centralizadora dominando a vida da comunidade: “Que é isso que fazes ao povo?”(Êx.18:14).
Por essas e outras razões, podemos assegurar que o estilo de liderança exercido por Moisés antes da chegada do seu sogro ao acampamento dos hebreus, foi um modelo inviável. Foi inviável naquela ocasião e continua sendo inviável para qualquer comunidade dos dias atuais, podendo trazer prejuízos irreparáveis tanto para quem lidera, como para quem é liderado...
Mas, afinal, qual o modelo de liderança viável para conduzir o povo de Deus? (Confira no próximo boletim)...
Sejam pacientes…
O conceito de paciência para uma sociedade habituada ao ritmo acelerado do século XXI parece não encaixar-se muito bem num ambiente aonde o que vigora são as tarefas On-line, em que a maioria dos serviços oferecidos precisam rodar a velocidades cada vez maiores, na tentativa de agradar a clientes que não têm tempo a perder. O computador precisa ser o mais sofisticado, capaz de realizar tarefas simultâneas sem perda de qualidade nem de agilidade na execução. A comida precisa ser do tipo fast-food, ou apenas aquecida ao “plim” do microondas. E o meio de transporte, tão eficaz quanto os trens-bala que cruzam a Europa e o Japão a velocidades acima dos 300 Km por hora...
O conselho do apóstolo Tiago, no entanto, é que sejamos pacientes: “Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor...” (Tg. 5:7a). Ele argumenta apresentando-nos pelo menos 3 modelos de paciência da sua observação e chama-nos atenção contra a murmuração e o queixume, muito comuns a pessoas apressadas ou habituadas ao ativismo exagerado.
O LAVRADOR(v.7): No contexto em que ele vivia, as técnicas de irrigação eram obsoletas, pois havia poucos rios disponíveis. O lavrador precisava esperar as primeiras e as últimas chuvas para depois usufruir dos frutos. Isso requeria bastante paciência...
OS PROFETAS(v.10): Muitos profetas testemunharam ao povo por gerações inteiras sem, contudo, verem arrependimento em seus ouvintes. Mesmo assim, eles não desistiam e continuavam a falar em nome do Senhor, na esperança de que algum dia o milagre acontecesse.
O PATRIARCA JÓ(v.11): Por fim, Tiago apresenta o exemplo, máximo de paciência da Antiga Aliança, que foi o patriarca Jó. Este viveu debaixo de um sofrimento inimaginável para qualquer um de nós na presente era, sendo atingido na perda dos bens, da família e até mesmo da própria saúde, mas esperou pacientemente através da afirmação: “Porque eu sei que o meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra...” (Jó 19:25).
Amados, deixando de lado a pressão da sociedade que exige urgência em todas as coisas, atentemos para as palavras do escritor sagrado, e tenhamos paciência em todas as nossas ações, lembrando que assim como o lavrador obtém seu bom fruto, o profeta têm a sua palavra cumprida e aquele que é provado como Jó, recebe a sua recompensa, assim também nós, poderemos usufruir dos frutos da nossa paciência, sendo abundantemente recompensados pela generosidade do Senhor.
Neste ano que se inicia, tenha paciência consigo mesmo, com as pessoas à sua volta, com as circunstâncias em que está envolvido, e evite viver queixando-se de seus irmãos ou murmurando a todo instante, pois isso traz o julgamento de Deus para aquele que o pratica.
Que Deus nos dê um 2011 abençoado e com muita paciência!
“UM NOVO DIA, UM ANO NOVO...”
Um novo dia raiará no horizonte da humanidade, quando os ponteiros de nossos impiedosos marcadores do tempo, (os relógios), fizerem seu último percurso ao redor da circunferência marcada dessas terríveis caixas demarcatórias de nossas liberdades. Ouvir-se-ão vivas! Felicitações! Lágrimas e risos brotarão dos olhos e, delinearão as mais diversas formas de faces ao redor do mundo. Shows pirotécnicos acompanhados de suas milhares de luzes e estrondos majestosos embalarão as multidões que se reúnem com o propósito de afastar o sentimento de solidão em que muitos se encontram acorrentados, e levando-os a uma virtual sensação de convergência, de pertencimento, de que o “nós”, mesmo por um lapso tão curto de tempo substituiu o “eu”, gerando aquela atmosfera de comunhão, de irmandade, de aconchego de que sentimos falta no decurso do ano...
É hora do abraço emocionado, das declarações rasgadas, das promessas que enchem o ar. Todos exclamam: “Adeus ano velho, feliz ano novo”!
Mas, todos nós sabemos que após as garrafas vazias, o lixo procedente dos comes e bebes, e as roupas novas amarrotadas nos bailes e orgias da madrugada primeira, a maioria de nós seguirá vivendo de forma medíocre e desinteressante, produzindo apenas o suficiente para não morrermos de fome, dando a entender que a nossa vida é algo tão sem significado, que após essa festa, talvez alguns até caiam em profunda tristeza e depressão.
Será que o raiar de um novo dia significa apenas isto? Não há nada de mais promissor do que uma simples confraternização, uma troca de abraços e de promessas que nunca podemos cumprir?
Não! Nada disso! O raiar de um novo dia, e, conseqüentemente, de um novo ano, é muito mais que isso! É uma grande oportunidade vinda do céu que nos garante que temos uma nova chance para recomeçar. É a clara demonstração de que as misericórdias de Deus(Lm. 3:22,23), continuam a nos alcançar e, que por isso rompemos mais um longo ciclo de 365 dias. É mais um horizonte de expectativas que descortina-se diante dos nossos olhos deixando claro que Deus não desistiu de nós.
Finalmente, é mais uma grande chance disponibilizada pelo Senhor para reconstruirmos as pontes dos nossos relacionamentos que no decurso do caminho sofreram alguma erosão por conta de nossa falta de amor, de carinho e de cultivo das pequenas coisas.
Assim, o ano novo constitui-se numa visão antecipada da realidade celestial prometida pelo Senhor Jesus àqueles que o amam. O novo ano reforça a idéia cósmica de que haverá um Novo dia, no qual, a plenitude de todas as coisas enfim, se concretizará, e aí toda lágrima, sofrimento, angustia e separação não mais vigorarão. Feliz ano novo!
Altemar Ribeiro de Oliveira (31.12.2010)
Minha gratidão...
É, cá estamos nós novamente, contemplando a mais uma passagem de ano, após termos vivenciado inúmeras experiências das mais diversas características. Algumas relacionadas a nossa carreira, outras a nossa família, outras envolvendo pessoas do nosso relacionamento, e uma infinidade de outros acontecimentos que, de tão corriqueiros, sequer conseguimos lembrar. Obtivemos vitórias e conquistas, adquirimos coisas novas (que pelo uso normal até já desgastaram-se), experimentamos perdas e frustrações e, sem sombra de dúvidas, aprendemos incontáveis lições que servirão para o amadurecimento do nosso caráter e que nos darão suporte para as futuras circunstâncias que se apresentarão no horizonte da nossa jornada.
No meio dessa profusão de acontecimentos, o que sobe ao meu coração é um profundo sentimento de gratidão e de reconhecimento de que, durante todo o percurso do ano que se finda, a boa mão do Senhor esteve conosco – “...E eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mateus 28:20).
Dessas conclusões, sinto-me compelido a agradecer a Deus dizendo:
· Obrigado, Senhor, por teres preservado a minha vida durante todos os dias do ano que se encerra!
· Muito obrigado, Deus, por suportares meus defeitos e vacilações, não lançando em minha face os erros que cometi!
· Agradeço-te, Pai, pela provisão diária do pão e das vestes, que não me deixou espaço para, como os gentios, viver por elas ansioso.
· Obrigado Senhor, pelo amor que derramaste sobre a minha vida através da tua igreja e dos irmãos que me deste neste lugar!
· Obrigado, meu Deus, pela oportunidade de ter sido usado na expansão do teu reino, através dos dons e talentos conferidos pelo teu Santo Espírito...
Enquanto caem as cortinas sobre mais um ato desse maravilhoso espetáculo que é a nossa própria vida, nada quero pedir ao Senhor. Apenas gratidão! Somente gratidão! Exclusivamente gratidão...
Feliz Natal e feliz Ano Novo a todos!
Superando obstáculos
Há uma modalidade do atletismo em que o corredor precisa saltar diversas barreiras ao longo do percurso da prova. Há situações em que a fadiga é tão grande que o atleta chega a tropeçar em alguns destes obstáculos, ficando desclassificado ou mesmo sofrendo alguma lesão por conta da queda.
De certa maneira, a carreira cristã assemelha-se a este tipo de prova. “...corramos com perseverança a carreira que nos está proposta”(Hb.12:1). Enfrentamos obstáculos de diversos tipos e tamanhos, os quais, trazem em si, graus de dificuldades variados, exigindo de cada um de nós, atenção redobrada em cada passada que damos na prova da vida. Assim como o atleta não pode reclamar dos obstáculos(pois os mesmos estão previstos no regulamento da prova), assim também o crente não deve murmurar ao deparar-se com as barreiras da caminhada cristã, pois Jesus já afirmou que as mesmas fazem parte da prova: “...No mundo passais por aflições. Mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”(Jo.16:33).
Se olharmos para a Bíblia, veremos que quase sempre havia um obstáculo a ser superado na vida dos seus personagens: Diante de Abraão estava a montanha de Moriá; no meio do caminho de Jacó, estava um assustador Vau de Jaboque; à frente de Moisés, um revolto mar vermelho; no caminho de Josué, erguiam-se as muralhas de Jericó; na frente de Davi, um terrível gigante Golias; no caminho de Neemias havia Gesém, Tobias e Sambalate; no caminho da glorificação do Mestre Jesus estava um monte em forma de caveira cujo nome era Calvário...
Amados, não alimentemos a ingênua idéia de que teremos uma jornada sem obstáculos, pois somos herdeiros dos profetas e apóstolos, tendo como principal modelo a ser seguido o do nosso mestre Jesus.
Todavia, não devemos ficar assustados com as barreiras, pois o nosso treinador é muito mais eficiente e presente do que o dos atletas da atualidade. Ele nos ajudará em cada dificuldade que enfrentarmos no caminho e fortalecerá as nossas mãos para a batalha, tornando-nos mais do que vencedores em todo e qualquer obstáculo que se colocar em nosso caminho na prova da vida, afinal, é um caminho que Ele já percorreu e sabe muito bem guiar os nossos passos.
Considere quantos obstáculos que pareciam intransponíveis neste ano, já ficaram para trás, e agora são apenas uma vaga lembrança...
Que Deus continue te abençoando e te dando vitória!